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A Piada Infinita na blogosfera

por Quetzal, em 22.11.12

Vamos aproveitar este blog para dar conta de algumas reações na blogosfera à publicação do livro de Foster Wallace. E há muita coisa. Desde o leitor que já comprou o livro:

 

http://panorama-c.blogspot.pt/2012/11/ja-mora-na-estante.html

 

ao leitor que aguarda que o livro lhe chegue às mãos:

 

http://fragmagens.wordpress.com/2012/11/19/resistir-a-leitura/

 

ao leitor que "esbarra" em informação e de que transcrevemos aqui uma parte do post:

 

http://tabernaventura.blogspot.pt/2012/11/percepcoes-e-realidade.html

 

“Vem esta entrada - provavelmente despropositada e incrivelmente falível ou falhada - a propósito da forma como tenho esbarrado, quase literalmente, em tudo o que é informação, em tudo o que são críticas e opiniões sobre o lançamento, em português do livro de David Foster Wallace, "A Piada Infinita", quer através de vários jornais que me chegaram por puro acaso e que não costumo comprar, quer seja por ter ido parar, de forma totalmente casuística e até arbitrária, a alguns blogs e sites.

Ainda para mais não há uma única opinião que tenha lido que não considere o autor e o livro geniais. Embora, em alguns casos, haja a assumpção e a honestidade de assumir que não terminaram o livro. O que não invalida que a percepção da genialidade esteja formada.

Desde sexta-feira que consumo informação sobre este tema. E a percepção que tenho é que a realidade atribuiu uma relevância enorme a este feito. Pergunto-me, nesta altura (uma das tais): 

terá sido esta a realidade ou simplesmente mais não foi que a minha percepção?”

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publicado às 16:43


2 comentários

De CRG a 29.11.2012 às 12:03

Em Maio de 2011 escrevi este post no meu blog:

"Como diz John Self: ler tira-nos muito tempo, ir, por exemplo, da página 21 à 29, tem que se passar pela página 23, 25, 27, sem contar com as páginas pares 24, 26, 28; demora demora.

Acresce que se vive cada mais rápido. Fast-food. Speed dating. Eliminam-se tempos mortos: ouve-se música, liga-se iphone, net, e-mails, facebook, abre-se aplicação, joga-se angry birds, lança-se um tweet, check-in na padaria...Não se desperdiça tempo: multi-tasking. Já não se espera. Saca-se o último episódio da série, que estreou apenas ontem, no lado de lá do Atlântico, para o ver no ipod a caminho do trabalho.

Neste contexto, como posso sugerir a leitura de um livro com mais de 1000 (mil!) páginas e centenas de notas de rodapé, algumas que se prolongam por várias páginas? Como posso sugerir a leitura de um livro cujo autor ao longo dessas mais de 1000 (mil!) páginas por vezes parece abusar da atenção e da paciência do leitor com pormenores demasiado detalhados sobre questões laterais? Como posso sugerir um livro de difícil leitura, é uma espécie de puzzle que se vai lentamente construindo? Como posso sugerir um livro que não se encontra traduzido em português e presumo que não o será num tempo tão próximo? Como posso sugerir um livro que tem o seu próprio wikipedia?

Sempre poderei falar da crítica, dos prémios, do impacto que teve e que ainda têm na cultura americana. No entanto, corre-se o risco de ser mais um daqueles livros que todos compram e que ninguém lê. Recuso-me, igualmente, a afirmar que o livro mudará a vida de alguém ou que é de leitura obrigatória. Nenhum é.

Assim, apenas digo que adorei todas as longas horas que "perdi" com ele. Encontra-se repleto de pequenos brindes e pérolas, de humor, de tristeza, de filosofia. É uma obra de verdadeiro génio."

Felizmente estava errado, foi mesmo traduzido para português. Obrigado Quetzal.

De José Couto a 20.12.2012 às 19:02

Pois... mas é uma obra-prima que terá de ser lida no original, não na edição da Quetzal, que segue o novo acordo ortográfico... ao contrário de O Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon, que graças ao tradutor, Jorge Pereirinha Pires, não segue essa aberração! Já antes o afirmei e repito: comigo, e com muito boa gente que conheço, não se gastará um céntimo em livros cujo texto siga o NAC; sempre haverá outras editoras e outros tradutores avessos ao carneirismo típico dos portugueses (ironia da situação: agora não é só Angola que se opõe ao NAC, é também o Brasil - deixem-me rir...).

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